segunda-feira, 24 de novembro de 2008

AS REDES SOCIAIS NO BRASIL

O Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou neste ano o segundo país em acessos a redes sociais no mundo. De acordo com dados da consultoria comScore, o Brasil fica atrás apenas do Canadá, em termos percentuais, levando em conta os países com mais de 10 milhões de usuários mensais de internet.

Em setembro deste ano, 85,3% dos brasileiros de ao menos 15 anos de idade que acessaram a internet visitaram uma rede social. No mesmo mês de 2007, esse índice foi de 76%.
Com isso, o país passa o Reino Unido, que viu seu índice cair de 78,7% em 2007 para 78,4% neste ano. O Canadá, líder no quesito, passou de 83,9% para 86,5%. Levando em conta os dados de setembro de 2008, a lista segue com México (73%), Espanha (70,7%) e Estados Unidos (70,2%).

"Uma explicação provável para o sucesso das redes sociais é que o conceito de comunidade on-line se alinha fortemente à cultura do Brasil, que é centrada em um forte sentimento de comunidade", afirma Alex Bank, diretor da comScore para a América Latina.

A pesquisa aponta que o Orkut é a rede social mais acessada no país, com 21 milhões de acessos únicos em setembro de 2008. Os visitantes passaram uma média de 496 minutos no site durante o mês, mostrando que o site do Google também é o que gera maior engajamento dos usuários.


Juliana Machado

terça-feira, 18 de novembro de 2008

AGORA O GFAL É EM SÃO PAULO

Durante os dias 20 e 21 de novembro, a cidade de São Paulo sediará um grande encontro entre representantes de empresas, universidades, poder público e da sociedade para trocar experiências, criar novas propostas de ação, mobilização e engajamento com foco na Sustentabilidade. Trata-se do Global Forum America Latina (GFAL) - Call For Action, um movimento que tem por objetivo incentivar a criatividade dos participantes para estimular a cooperação entre instituições, organizações e a sociedade em prol de um mundo sustentável, com a perspectiva de que sustentabilidade pode ser também considerada como uma grande oportunidade de negócios. O evento ocorrerá no Centro de Convenções Fecomercio, no bairro da Bela Vista.Professores, alunos, empresários, representantes de organizações não governamentais, públicas ou privadas, poderão participar do encontro que pretende reunir cerca de 500 pessoas para gerar iniciativas que promovam transformações culturais, econômicas e socioambientais. O evento será coordenado pelo Professor Ronald E. Fry, da Case Western Reserve University, de Cleveland, Ohio, com a aplicação da Investigação Apreciativa, metodologia da qual é co-formulador juntamente com o professor David Cooperrider, PhD.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Pela força do exemplo"

É enorme o vazio social que separa ricos de pobres. Esse cenário gera uma nova e urgente responsabilidade para ser assumida. As empresas, como os mais poderosos agentes de transformação e influência na sociedade, ganham, no seu papel social, novo contorno, mais amplo e mais abrangente.
Já não basta a instituição formal e clássica: a empresa que gera empregos, paga impostos e interage no mercado. É preciso agir mais e com rapidez na busca de solução para os graves problemas sociais. As empresas precisam trabalhar para incluir cidadãos no mercado. É preciso colaborar na procura de alternativas para que todas as crianças tenham educação, alimentação, formação digna e cidadania.

É notável a atitude de um grande número de empresas, e ainda mais dos empregados dessas empresas, que se lançam no trabalho voluntário. Gente cansada do conformismo e disposta a mudar as coisas com as próprias mãos.

A proximidade de um abismo nos impõe um comportamento relativamente novo, como empresários e como cidadãos. Hoje agimos mais integrados às comunidades aonde exercemos nossa profissão. Tornamos disponível nossa força de comunicação para conquistar mais adeptos, pessoas jurídicas e pessoas físicas, para esse esforço de tentar recuperar o tempo perdido e agir com a máxima rapidez, já que a fome não espera e somamos hoje, segundo a ONU, 11% da população brasileira sem ter o que comer.

A Accor apóia o Prêmio Bem Eficiente desde sua criação, por acreditar que ele é, antes de tudo, uma referência. Um guia seguro para empresários e cidadãos que desejam arregaçar as mangas e, cada um a seu modo, ajudar a terraplenar o abismo social, que nos incomoda, envergonha e não reflete a grandiosidade do Brasil no cenário mundial.
Por Firmin António (Filantropia.org)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

PACTO PELO DESENVOLVIMENTO LOCAL

Neste último sábado dia 08, foi realizado o Pacto pelo Desenvolvimento Local nas Vilas Santana e Barreto em Ponta Grossa.
Estiveram presentes mais de setenta pessoas da comunidade, empresários, câmara de vereadores e dos bairros vizinhos.
O evento teve o objetivo de divulgar o trabalho realizado nos encontros quinzenais pela equipe de implantação do Projeto e também celebrar um acordo entre a comunidade, poder público municipal e empresários locais em torno da realização das ações planejadas e agendadas para 2009.
A implantação metodológica do Projeto se encerra neste passo, porém é a partir de agora que as ações planejadas serão realizadas, através de parcerias com setores público e privado dentro dos prazos estabelecidos.
O planejamento e agendamento das ações para o período de 2010 a 2018, deverão ser discutidas nos próximos encontros pela equipe do Projeto, conforme o sonho coletivo manifestado através do Seminário Visão de Futuro.
O Relatório do Projeto de Desenvolvimento das Vilas Santana e Barreto encontra-se disponível no site www.redeempresarial.org.br/nucleo/pontagrossa

*Gilséia Baraniuk

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


REDE PROMOVE PALESTRA NA EXPOTALENTOS

Analista político abordou a rede social como sinônimo da multiplicação de talentos


“O conhecimento atestado por títulos acadêmicos não será mais o critério de sucesso na sociedade-rede”. Embora qualificar-se profissionalmente seja um item fundamental na busca de uma carreira de sucesso no contexto da sociedade de massa, para o analista político Augusto de Franco, consultor da Rede de Participação Política, o talento não é uma variável individual, mas sim, uma função da rede social.
Com este novo conceito que emerge e, a cada vez mais vem atraindo interessados e adeptos, Franco abriu a palestra “Redes Sociais: Multiplicação dos Talentos”, que proferiu nesta quinta-feira (6), durante a Expotalentos 2008.
De acordo com o analista político, novos talentos poderão se destacar na sociedade em rede, onde o relacionamento em grupo é o fator determinante capaz de criar o fenômeno do sucesso de criatividade e inovação. “Serão pessoas que adquiriram determinadas capacidades a partir do seu trabalho de conexão com outras pessoas. O seu talento depende das pessoas que se relacionam com você”, disse.
Em resumo, redes são múltiplos sistemas de conexões, sendo a mais conhecida, as redes sociais, formadas por pessoas. Nessa perspectiva, destacam-se três topologias de redes: centralizada, descentralizada e distribuída. Esta última sendo a única capaz de permitir o fluxo de informações e de relacionamento entre múltiplos caminhos, sem que haja verticalização, hierarquias ou quaisquer intermediações existentes nas demais que obstruam as conexões diretas.
No mesmo dia, foram lançados os dois primeiros livros da coletânea Escola de Redes: “Escola de Redes – Novas Visões – Sobre a sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo glocalizado’ e ‘Escola de Redes – Tudo que é sustentável tem o padrão de rede - Sustentabilidade Empresarial e responsabilidade corporativa no século 21’. Estes são de autoria de Augusto de Franco, e, posteriormente, novos números serão lançados por vários outros estudiosos. Outras informações podem ser encontradas no site http://www.redes.org.br/

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

É HOJE!


Acontecem hoje na EXPOTALENTOS dois momentos de muita importância para as pessoas interessadas em Redes Sociais.

O primeiro é o lançamentos de dois livros da escola-de-redes de autoria do analista político e especialista em redes sociais Augusto de Franco.

Num segundo momento, às 16:00 horas de Franco falará sobre redes sociais e carreira na palestra Redes Sociais: A multiplicação dos talentos. Vale a pena conferir!
Juliana Machado

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A cidadania no dia-a-dia

É coisa corriqueira vermos na mídia a divulgação de exemplos de cidadania. Aliás, a banalização das palavras ‘exemplo’ e ‘cidadania’ causam confusão no imaginário popular sobre seus reais significados que, apesar de sua ampla difusão, não são explicados com os critérios que deveriam, tendo em vista a importância indispensável de seu entendimento para a população. E aqui vale o esclarecimento de nossos critérios do que seja a exemplaridade da cidadania. Muita gente boa confunde cidadania com caridade e solidariedade, ingredientes muito importantes no plano da vida moral, e mesmo emocional, de um cidadão filantropo, sobretudo aqueles que “fazem o bem sem olhar a quem”.
Mas, no plano da cidadania social, civil e política, não basta fazer o bem e se abster de abordar o outro para que o faça também. Para que alcancemos uma plena cidadania é fundamental a exemplaridade, ingrediente que pode fazer toda uma diferença transformadora nos padrões de conduta social de um país. Basta examinar a etimologia: de ex, de dentro para fora, e amplu, superlativo de mais amplo. Aquilo que deve ser copiado, imitado, seguido, modelo, padrão, referência. Ou seja, cidadania é uma atitude essencialmente pública, para que outros dela se sirvam, aprendam, se motivem e, até mesmo, se constranjam a fazer o mesmo. Cidadania não pode se limitar a uma boa conduta individual, uma vez que é, sobretudo, uma atitude de participação e protagonismo social.
A necessidade de esclarecimento em torno dessa questão é pungente, pois grande parte das pessoas mistura o assistencialismo e ações governamentais com ações de cidadania. É preciso prestar atenção no esforço de cidadania voluntária de quem já paga imposto explícito ou embutido nos preços, para obter o mínimo de direitos e garantias fundamentais que deveriam ser obrigação de todos os governos. Mas, ao invés de ficar lamentando e dizendo que o Brasil não tem jeito, algumas pessoas resolvem ir à luta para mostrar aos demais cidadãos exatamente o contrário: o poder de transformação social se origina na cidadania e é em nome dela que devemos atuar.
Pode-se aprender muito sobre exemplaridade de cidadania observando cidadãos comuns, porém valentes, altruístas, que resolvem ir à luta mudando a dinâmica social de suas cidades, seja no interior de Pernambuco, na periferia de Brasília, no interior do Ceará, de São Paulo ou do Rio Grande do Sul. Essas pessoas se expõem no espaço público para formar outros cidadãos, explicitando atitudes, exteriorizando valores, exigindo desapego, experimentando o sentido maior da cidadania que é o de exercer a convivência social, excluindo da vida pública o excesso da vida privada.
A grande questão para o entendimento do que vem a ser cidadania, ou os próprios direitos do cidadão, é entender que, na verdade, não existem no mundo real da sociedade as dicotomias ou dilemas entre público e privado, ou mesmo entre consciência e prática. Há uma perfeita correspondência entre a nova ordem jurídica do Código Civil francês, a partir da Revolução Francesa, e o novo plano urbano de Paris, por exemplo. O desenvolvimento da calçada como espaço intermediário entre a rua pública e a propriedade privada nos dá uma dimensão rica da consciência de cidadania ou do próprio coletivo enquanto categoria intermediária entre público e privado.
Quanto mais consciência de direitos civis coletivos temos, mais devemos tomar conta, não apenas de nossas vidas e propriedades privadas, como sobretudo, dos bens coletivos – como uma simples calçada ou rua pública. Pois, segundo o sociólogo Marshall, que nos legou o conceito mais acabado e claro de cidadania, os direitos civis coletivos, conquistados no século XVIII, seguidos pelos direitos políticos, conquistados no século XIX, não só precedem, como devem se suceder cronologicamente na tomada de consciência do cidadão do século XX, quando, enfim e só então, se consolidam os direitos sociais.
Ou seja: políticos que prometem direitos sociais como pleno emprego, saúde e educação universais a cidadãos que não têm sequer consciência de que são verdadeiramente os senhores de seus mandatos eletivos, os fiscais dos fiscais do cumprimento da ordem jurídica, econômica e tributária, estão na verdade alienando a consciência política desses mesmos cidadãos. Para difundir e cultivar sobretudo no âmbito da opinião pública e da mídia essa consciência e exercícios dos direitos civis coletivos é que surge a Voz do Cidadão, um instituto que tem como objetivo incentivar e difundir a cultura de cidadania, a consciência e o exercício dos direitos e deveres civis coletivos. Para tal, serve como porta-voz de grupos de cidadãos conscientes e que desejam fazer valer suas justas reivindicações, exercer o controle social sobre a administração pública e constranger toda sorte de transgressões legais admitidas pela sociedade brasileira, principalmente em face da mídia e do aparelho judiciário.
Texto de Jorge Maranhão, publicitário, escritor e diretor do Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão.