quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AS REDES SÃO ETERNAS?

Segundo o analista político Augusto de Franco, as redes sociais articuladas voluntariamente não são para durar eternamente, caso conttrário, elas não seriam sustentáveis. Ele afirma, que experiências de redes distribuídas, sobretudo em uma sociedade invadida por programas centralizadores, são eventos limitados no espaço e no tempo. Sendo assim, as redes têm um tempo de vida. Elas se fazem e refazem. Semem e reaparecem, até como outras redes.

Redes também não são feitas para crescer de tamanho indefinidamente. Qual seria o objetivo desse crescimento? Fazer alguma coisa? Ocorre que as redes não são para fazer alguma coisa. Elas simplesmente existem! São o que qualquer sociedade seria se não tivesse sido invadida por programas centralizadores.

Muitas vezes nos preocupamos quando as redes param de crescer, mas segundo de Franco, redes são mesmo móveis. Crescem até certo ponto, ou dentro de um certo tempo e depois tendem a diminuir ou mesmo desaparecer.


Juliana Machado*

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Jardim Santos Andrade

Neste último sábado dia 29, foi realizado o Pacto pelo Desenvolvimento Local no Jardim Santos Andrade em Curitiba.

Estiveram presentes pessoas da comunidade e dos bairros vizinhos, empresários locais e secretaria municipal do meio ambiente.

O evento teve o objetivo de divulgar o trabalho realizado nos encontros quinzenais pela equipe de implantação do Projeto e também celebrar um acordo entre a comunidade, poder público municipal e empresários locais em torno da realização das ações planejadas e agendadas para 2009.

A implantação metodológica se encerra neste passo, porém é a partir de agora que as ações planejadas serão realizadas, através de parcerias com poder público e privado dentro dos prazos estabelecidos.

O planejamento e agendamento das ações para o período de 2010 a 2018, deverão ser discutidas nos próximos encontros da equipe do Projeto, conforme o sonho coletivo manifestado através do Seminário Visão de Futuro.

O Relatório do Projeto de Desenvolvimento do Jardim Santos Andrade encontra-se disponível para consulta no site www.redeempresarial.org.br/nucleo/curitiba


*Gilséia Baraniuk

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

AS REDES SOCIAIS NO BRASIL

O Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou neste ano o segundo país em acessos a redes sociais no mundo. De acordo com dados da consultoria comScore, o Brasil fica atrás apenas do Canadá, em termos percentuais, levando em conta os países com mais de 10 milhões de usuários mensais de internet.

Em setembro deste ano, 85,3% dos brasileiros de ao menos 15 anos de idade que acessaram a internet visitaram uma rede social. No mesmo mês de 2007, esse índice foi de 76%.
Com isso, o país passa o Reino Unido, que viu seu índice cair de 78,7% em 2007 para 78,4% neste ano. O Canadá, líder no quesito, passou de 83,9% para 86,5%. Levando em conta os dados de setembro de 2008, a lista segue com México (73%), Espanha (70,7%) e Estados Unidos (70,2%).

"Uma explicação provável para o sucesso das redes sociais é que o conceito de comunidade on-line se alinha fortemente à cultura do Brasil, que é centrada em um forte sentimento de comunidade", afirma Alex Bank, diretor da comScore para a América Latina.

A pesquisa aponta que o Orkut é a rede social mais acessada no país, com 21 milhões de acessos únicos em setembro de 2008. Os visitantes passaram uma média de 496 minutos no site durante o mês, mostrando que o site do Google também é o que gera maior engajamento dos usuários.


Juliana Machado

terça-feira, 18 de novembro de 2008

AGORA O GFAL É EM SÃO PAULO

Durante os dias 20 e 21 de novembro, a cidade de São Paulo sediará um grande encontro entre representantes de empresas, universidades, poder público e da sociedade para trocar experiências, criar novas propostas de ação, mobilização e engajamento com foco na Sustentabilidade. Trata-se do Global Forum America Latina (GFAL) - Call For Action, um movimento que tem por objetivo incentivar a criatividade dos participantes para estimular a cooperação entre instituições, organizações e a sociedade em prol de um mundo sustentável, com a perspectiva de que sustentabilidade pode ser também considerada como uma grande oportunidade de negócios. O evento ocorrerá no Centro de Convenções Fecomercio, no bairro da Bela Vista.Professores, alunos, empresários, representantes de organizações não governamentais, públicas ou privadas, poderão participar do encontro que pretende reunir cerca de 500 pessoas para gerar iniciativas que promovam transformações culturais, econômicas e socioambientais. O evento será coordenado pelo Professor Ronald E. Fry, da Case Western Reserve University, de Cleveland, Ohio, com a aplicação da Investigação Apreciativa, metodologia da qual é co-formulador juntamente com o professor David Cooperrider, PhD.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

"Pela força do exemplo"

É enorme o vazio social que separa ricos de pobres. Esse cenário gera uma nova e urgente responsabilidade para ser assumida. As empresas, como os mais poderosos agentes de transformação e influência na sociedade, ganham, no seu papel social, novo contorno, mais amplo e mais abrangente.
Já não basta a instituição formal e clássica: a empresa que gera empregos, paga impostos e interage no mercado. É preciso agir mais e com rapidez na busca de solução para os graves problemas sociais. As empresas precisam trabalhar para incluir cidadãos no mercado. É preciso colaborar na procura de alternativas para que todas as crianças tenham educação, alimentação, formação digna e cidadania.

É notável a atitude de um grande número de empresas, e ainda mais dos empregados dessas empresas, que se lançam no trabalho voluntário. Gente cansada do conformismo e disposta a mudar as coisas com as próprias mãos.

A proximidade de um abismo nos impõe um comportamento relativamente novo, como empresários e como cidadãos. Hoje agimos mais integrados às comunidades aonde exercemos nossa profissão. Tornamos disponível nossa força de comunicação para conquistar mais adeptos, pessoas jurídicas e pessoas físicas, para esse esforço de tentar recuperar o tempo perdido e agir com a máxima rapidez, já que a fome não espera e somamos hoje, segundo a ONU, 11% da população brasileira sem ter o que comer.

A Accor apóia o Prêmio Bem Eficiente desde sua criação, por acreditar que ele é, antes de tudo, uma referência. Um guia seguro para empresários e cidadãos que desejam arregaçar as mangas e, cada um a seu modo, ajudar a terraplenar o abismo social, que nos incomoda, envergonha e não reflete a grandiosidade do Brasil no cenário mundial.
Por Firmin António (Filantropia.org)

terça-feira, 11 de novembro de 2008

PACTO PELO DESENVOLVIMENTO LOCAL

Neste último sábado dia 08, foi realizado o Pacto pelo Desenvolvimento Local nas Vilas Santana e Barreto em Ponta Grossa.
Estiveram presentes mais de setenta pessoas da comunidade, empresários, câmara de vereadores e dos bairros vizinhos.
O evento teve o objetivo de divulgar o trabalho realizado nos encontros quinzenais pela equipe de implantação do Projeto e também celebrar um acordo entre a comunidade, poder público municipal e empresários locais em torno da realização das ações planejadas e agendadas para 2009.
A implantação metodológica do Projeto se encerra neste passo, porém é a partir de agora que as ações planejadas serão realizadas, através de parcerias com setores público e privado dentro dos prazos estabelecidos.
O planejamento e agendamento das ações para o período de 2010 a 2018, deverão ser discutidas nos próximos encontros pela equipe do Projeto, conforme o sonho coletivo manifestado através do Seminário Visão de Futuro.
O Relatório do Projeto de Desenvolvimento das Vilas Santana e Barreto encontra-se disponível no site www.redeempresarial.org.br/nucleo/pontagrossa

*Gilséia Baraniuk

sexta-feira, 7 de novembro de 2008


REDE PROMOVE PALESTRA NA EXPOTALENTOS

Analista político abordou a rede social como sinônimo da multiplicação de talentos


“O conhecimento atestado por títulos acadêmicos não será mais o critério de sucesso na sociedade-rede”. Embora qualificar-se profissionalmente seja um item fundamental na busca de uma carreira de sucesso no contexto da sociedade de massa, para o analista político Augusto de Franco, consultor da Rede de Participação Política, o talento não é uma variável individual, mas sim, uma função da rede social.
Com este novo conceito que emerge e, a cada vez mais vem atraindo interessados e adeptos, Franco abriu a palestra “Redes Sociais: Multiplicação dos Talentos”, que proferiu nesta quinta-feira (6), durante a Expotalentos 2008.
De acordo com o analista político, novos talentos poderão se destacar na sociedade em rede, onde o relacionamento em grupo é o fator determinante capaz de criar o fenômeno do sucesso de criatividade e inovação. “Serão pessoas que adquiriram determinadas capacidades a partir do seu trabalho de conexão com outras pessoas. O seu talento depende das pessoas que se relacionam com você”, disse.
Em resumo, redes são múltiplos sistemas de conexões, sendo a mais conhecida, as redes sociais, formadas por pessoas. Nessa perspectiva, destacam-se três topologias de redes: centralizada, descentralizada e distribuída. Esta última sendo a única capaz de permitir o fluxo de informações e de relacionamento entre múltiplos caminhos, sem que haja verticalização, hierarquias ou quaisquer intermediações existentes nas demais que obstruam as conexões diretas.
No mesmo dia, foram lançados os dois primeiros livros da coletânea Escola de Redes: “Escola de Redes – Novas Visões – Sobre a sociedade, o desenvolvimento, a Internet, a política e o mundo glocalizado’ e ‘Escola de Redes – Tudo que é sustentável tem o padrão de rede - Sustentabilidade Empresarial e responsabilidade corporativa no século 21’. Estes são de autoria de Augusto de Franco, e, posteriormente, novos números serão lançados por vários outros estudiosos. Outras informações podem ser encontradas no site http://www.redes.org.br/

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

É HOJE!


Acontecem hoje na EXPOTALENTOS dois momentos de muita importância para as pessoas interessadas em Redes Sociais.

O primeiro é o lançamentos de dois livros da escola-de-redes de autoria do analista político e especialista em redes sociais Augusto de Franco.

Num segundo momento, às 16:00 horas de Franco falará sobre redes sociais e carreira na palestra Redes Sociais: A multiplicação dos talentos. Vale a pena conferir!
Juliana Machado

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A cidadania no dia-a-dia

É coisa corriqueira vermos na mídia a divulgação de exemplos de cidadania. Aliás, a banalização das palavras ‘exemplo’ e ‘cidadania’ causam confusão no imaginário popular sobre seus reais significados que, apesar de sua ampla difusão, não são explicados com os critérios que deveriam, tendo em vista a importância indispensável de seu entendimento para a população. E aqui vale o esclarecimento de nossos critérios do que seja a exemplaridade da cidadania. Muita gente boa confunde cidadania com caridade e solidariedade, ingredientes muito importantes no plano da vida moral, e mesmo emocional, de um cidadão filantropo, sobretudo aqueles que “fazem o bem sem olhar a quem”.
Mas, no plano da cidadania social, civil e política, não basta fazer o bem e se abster de abordar o outro para que o faça também. Para que alcancemos uma plena cidadania é fundamental a exemplaridade, ingrediente que pode fazer toda uma diferença transformadora nos padrões de conduta social de um país. Basta examinar a etimologia: de ex, de dentro para fora, e amplu, superlativo de mais amplo. Aquilo que deve ser copiado, imitado, seguido, modelo, padrão, referência. Ou seja, cidadania é uma atitude essencialmente pública, para que outros dela se sirvam, aprendam, se motivem e, até mesmo, se constranjam a fazer o mesmo. Cidadania não pode se limitar a uma boa conduta individual, uma vez que é, sobretudo, uma atitude de participação e protagonismo social.
A necessidade de esclarecimento em torno dessa questão é pungente, pois grande parte das pessoas mistura o assistencialismo e ações governamentais com ações de cidadania. É preciso prestar atenção no esforço de cidadania voluntária de quem já paga imposto explícito ou embutido nos preços, para obter o mínimo de direitos e garantias fundamentais que deveriam ser obrigação de todos os governos. Mas, ao invés de ficar lamentando e dizendo que o Brasil não tem jeito, algumas pessoas resolvem ir à luta para mostrar aos demais cidadãos exatamente o contrário: o poder de transformação social se origina na cidadania e é em nome dela que devemos atuar.
Pode-se aprender muito sobre exemplaridade de cidadania observando cidadãos comuns, porém valentes, altruístas, que resolvem ir à luta mudando a dinâmica social de suas cidades, seja no interior de Pernambuco, na periferia de Brasília, no interior do Ceará, de São Paulo ou do Rio Grande do Sul. Essas pessoas se expõem no espaço público para formar outros cidadãos, explicitando atitudes, exteriorizando valores, exigindo desapego, experimentando o sentido maior da cidadania que é o de exercer a convivência social, excluindo da vida pública o excesso da vida privada.
A grande questão para o entendimento do que vem a ser cidadania, ou os próprios direitos do cidadão, é entender que, na verdade, não existem no mundo real da sociedade as dicotomias ou dilemas entre público e privado, ou mesmo entre consciência e prática. Há uma perfeita correspondência entre a nova ordem jurídica do Código Civil francês, a partir da Revolução Francesa, e o novo plano urbano de Paris, por exemplo. O desenvolvimento da calçada como espaço intermediário entre a rua pública e a propriedade privada nos dá uma dimensão rica da consciência de cidadania ou do próprio coletivo enquanto categoria intermediária entre público e privado.
Quanto mais consciência de direitos civis coletivos temos, mais devemos tomar conta, não apenas de nossas vidas e propriedades privadas, como sobretudo, dos bens coletivos – como uma simples calçada ou rua pública. Pois, segundo o sociólogo Marshall, que nos legou o conceito mais acabado e claro de cidadania, os direitos civis coletivos, conquistados no século XVIII, seguidos pelos direitos políticos, conquistados no século XIX, não só precedem, como devem se suceder cronologicamente na tomada de consciência do cidadão do século XX, quando, enfim e só então, se consolidam os direitos sociais.
Ou seja: políticos que prometem direitos sociais como pleno emprego, saúde e educação universais a cidadãos que não têm sequer consciência de que são verdadeiramente os senhores de seus mandatos eletivos, os fiscais dos fiscais do cumprimento da ordem jurídica, econômica e tributária, estão na verdade alienando a consciência política desses mesmos cidadãos. Para difundir e cultivar sobretudo no âmbito da opinião pública e da mídia essa consciência e exercícios dos direitos civis coletivos é que surge a Voz do Cidadão, um instituto que tem como objetivo incentivar e difundir a cultura de cidadania, a consciência e o exercício dos direitos e deveres civis coletivos. Para tal, serve como porta-voz de grupos de cidadãos conscientes e que desejam fazer valer suas justas reivindicações, exercer o controle social sobre a administração pública e constranger toda sorte de transgressões legais admitidas pela sociedade brasileira, principalmente em face da mídia e do aparelho judiciário.
Texto de Jorge Maranhão, publicitário, escritor e diretor do Instituto de Cultura de Cidadania A Voz do Cidadão.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A REDE NA EXPOTALENTOS


Na próxima quinta - feira, 06/11 a Rede de Participação Política do Empresariado promoverá a palestra Redes Sociais: A Multiplicação dos Talentos com o analista político Augusto de Franco.A palestra faz parte da programação da EXPOTALENTOS - feira de Estágios e Profissões promovida pela FIEP por meio do IEL.A entrada é gratuita e a inscrição de ve ser feita pelo site www.ielpr.org.br/expotalentos

NOVO ICMS

A proposta de reforma tributária do governo do Paraná será debatida em audiências públicas que serão realizadas a partir desta sexta-feira (31) em quatro cidades do Estado. A primeira será em Cascavel, às 10 horas, na Associação Comercial e Industrial do município. No dia 10 de novembro acontece em Maringá e em Londrina, ocorrerá no dia 11. Em Curitiba o encontro com os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa será dia 26, na Associação Comercial do Paraná. O foco principal a ser tratado será a mudança na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS) que pretende reduzir de 18% para 12% a alíquota do imposto de 95 mil bens de consumo popular, aumentando em pequena margem o percentual de outros produtos e serviços. A questão, que vêm gerando polêmica e tramita na CCJ da Assembléia, pode ser votada em plenário até dia 15 de dezembro. Caso aprovado, o texto reduzirá em até 50% o valor final de alimentos, medicamentos, vestuários, madeira, eletrodomésticos, entre outros. Para compensar a perda de arrecadação, cerca de R$412,5 milhões, em contrapeso o governo propõe aumentar em torno de 2,8% o imposto de itens como gasolina, cigarros, telecomunicações, energia elétrica e bebidas alcoólicas. Esta questão é o tema do fórum virtual de debates desta semana da Rede de Participação Política. Para fazer seu comentário, acesse http://www.redeempresarial.org.br/

* Sharlene Sarti

terça-feira, 28 de outubro de 2008

COMUNICAÇÃO E RESPOSABILIDADE

Reproduzo aqui um trecho de uma entrevista feita pelo Instituto Ethos com Adalberto Marcondes, vencedor do Prêmio Ethos de Jornalismo 2008 na categoria Destaque Rede Ethos de Jornalistas, com o intuito de estimular e, por que não, encorajar os comunicadores a desenvolverem pautas relacionadas à cidadania e responsabilidade social. Talvez, indiretamente, possamos contribuir para a construção de uma outra realidade em nosso entorno.
Instituto Ethos: Como o jornalismo pode contribuir para o desenvolvimento sustentável? Por que os jornalistas deveriam pensar suas pautas a partir do olhar da sustentabilidade?.
Adalberto Marcondes: Acho que estamos vivendo aquilo que se define como sociedade da informação e do conhecimento, na qual a informação e o conhecimento têm valor. Vejo o jornalista como um profissional capaz de transitar nesse universo e fazer com que ele se torne compreensível para a sociedade. O jornalista tem hoje um papel muito mais relevante, no que se refere à estruturação de papéis na sociedade, do que jamais teve. No século 20, o jornalismo teve um papel importantíssimo para a consolidação da democracia nos principais países do mundo. As nações mais importantes têm hoje processos políticos democráticos estabilizados e é muito difícil imaginar que alguma dessas grandes democracias do mundo possa sofrer uma reversão. A partir daí, o jornalista e o jornalismo têm novos desafios. O desafio agora é o de mudar o paradigma do desenvolvimento, encarar desenvolvimento como um processo equilibrado, que pensa o presente e o futuro como partes da mesma equação. O futuro será conseqüência do que a gente faz no presente. O jornalista tem hoje o grande desafio - que eu acho maravilhoso - de olhar para o mundo de uma forma muito mais ampla, tendo não apenas o olhar no presente, mas também na dimensão da perenidade.
Vamos ao trabalho!
*Bernardo Wolff

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O PODER LOCAL

Estamos acostumados a esperar medidas e soluções que venham “de cima”, que resolvam todos os nossos problemas. Entretanto, há uma poderosa Rede de pessoas que arregaça as mangas e busca melhorar a qualidade de vida a partir do próprio espaço do seu bairro, região ou município, organizando parcerias com os diversos níveis de governo, articulando os diversos atores sociais e econômicos, visando uma nova dinâmica de desenvolvimento local.

Essa Rede é poderosa e o Projeto Político de Desenvolvimento das cidades do Paraná - implantado nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Londrina e Maringá, atendendo sete bairros - tem a missão de identificar as medidas que melhor possam ajudar a dinamizar o que vem sendo feito, a liberar os potenciais existentes, a mobilizar os recursos subutilizados, a remover os entraves ao desenvolvimento local.

A visão que encontramos diariamente na mídia e nas discussões econômicas se refere geralmente à globalização. No entanto, é local a organização de um bom sistema de saúde, a geração de micro e pequenas empresas, a construção de casas, a dinâmica cultural da cidade, da região ou do bairro onde vivemos, a qualidade da água, a geração de espaços de lazer, a política de assistência social, a limpeza urbana, o saneamento básico, o clima de segurança, ou seja, elementos essenciais da nossa qualidade de vida.

O local, neste sentido, não é um espaço residual onde se fazem pequenas políticas sociais. É o espaço onde, em última instância, se verificam – ou não – os progressos da sociedade em termos de atividades econômicas, de equilíbrio social, de qualidade de vida, de sustentabilidade ambiental e de articulação política. Não constitui o espaço único do processo de desenvolvimento – sendo inclusive essencial a forma como se articula com os outros níveis – mas constitui o ponto de partida e chegada, onde podemos avaliar se estamos, realmente, vivendo melhor.

*Gilséia Baraniuk

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

'O FRACASSO DA POLÍCIA É DOS POLÍTICOS'

Replicamos aqui o título de um artigo publicado, na segunda-feira(20), na Folha de S.Paulo, de autoria do cineasta José Padilha e do sociólogo Rodrigo Pimentel, onde expressam a indignação com o fato que mobilizou o país na última semana, no qual estiveram envolvidas, e com um fim trágico, duas adolescentes de Santos André(SP). A atuação dos policiais do Gate em SP vêm gerando muitas discussões e críticas, porém, os principais atores, responsáveis pelos episódios que se repetem dia-a-dia e amedrontam o cidadão nas cidades brasileiras, estão no Congresso regindo nossas leis. Enquanto ensaios sobre as reformas política e tributária não saem do papel, teremos que esperar, de acordo com cálculos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo menos dez anos para termos nossa Justiça ágil por meio dos processos informatizados - isso depois de quase dois anos em vigor da lei de informatização dos processos judiciais. Segundo o Conselho, 70% do tempo gasto na tramitação de um processo são gerados com atos oriundos da burocracia. No STJ, mais de 6 toneladas de papel são movimentadas diariamente, só para citar um exemplo.

Já a segurança pública do Brasil, recebeu apenas pouco mais de 30% dos investimentos previstos - R$ 350,3 milhões - para 2008 no Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

"NÃO SÃO apenas as ocorrências mal administradas, cheias de erros primários e ilegalidades que demonstram a necessidade de uma reforma da segurança pública no Brasil. Os dados indicam essa necessidade faz tempo" (José Padilha e Rodrigo Pimentel)

* Sharlene Sarti

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O QUE SÃO REDES SOCIAIS?


Rede Social é uma das formas de representação de relacionamentos entre seres humanos, sejam eles afetivos ou profissionais. Tais relacionamentos podem ser travados de pessoa para pessoa ou entre comunidades ou grupos que possuam os mesmos interesses.

A rede é responsável pelo compartilhamento de idéias entre pessoas que possuem interesses e objetivos em comum, bem como valores a serem compartilhados, formando um grupo composto por indivíduos que possuem identidades semelhantes. Com o advento da internet e a facilidade de aceleração e ampla disseminação de iéias que esta possibilita, as redes sociais hoje se instalam principalmente dentro dela. Isto não significa que, para se ter rede social, necessariamente tenha que se ter acesso à internet.

Na verdade, se pensarmos na história da humanidade, suas relações comerciais e sociais, todas as estradas que levavam à Roma, os mascates, os templários com seu sistema bancário, as revoluções enfim, constatamos que sempre existiram as redes.

As redes podem ser organizadas basicamente de três formas: centralizada, descentralizada e distribuída. (Falaremos mais sobre as topologias em uma próxima oportunidade).

Temos na internet vários exemplos de sociedade em rede. A Rede de Participação Política do Empresariado, que visa estimular, entre outras coisas, a participação da sociedade no processo político e na promoção do desenvolvimento regional, é um caso de sucesso.
* Juliana Machado

terça-feira, 21 de outubro de 2008

VOCÊ TAMBÉM PODE SER RESPONSÁVEL


Quem nunca ouviu falar em responsabilidade social ou sustentabilidade? Ultimamente estas palavras estão na “moda”, todo mundo quer fazer ou falar.

Foi-se o tempo em que o social era promessa de governo e slogan de campanhas políticas. Estamos definitivamente diante de um novo paradigma que engloba a busca de solução dos problemas sociais, o empenho na melhoria da qualidade de vida e a aposta nas conquistas significativas de cidadania.

Com pequenas ações individuais e direcionadas, ser socialmente responsável pode fazer uma grande diferença na comunidade na qual você vive.

Um exemplo disso é o senhor Gregório de Bem. Presidente do Sindicato dos Jornaleiros de Curitiba e dono de uma banca de jornais no Alto da XV, Seu Gregório mostra que não precisa ser “grande” para ajudar.

Ele acredita que o varejo tem um grande potencial na busca do bem comum pelo fato de poder interagir diretamente com a população, e foi nesse convívio diário que o comerciante iniciou diversas ações, como o processo de revitalização da área pública, através da reforma da pracinha localizada ao lado da sua banca, até então abandonada, e que passou a contar com aparelhos para alongamento. Hoje o trabalho é de conscientização da importância da preservação deste local.
Pequenas atitudes, que resultam em grandes ações são parte do dia a dia de Seu Gregório. Você também pode ajudar de alguma forma a comunidade em que vive. Já pensou como pode fazer isso?

*Bernardo Wolff

domingo, 19 de outubro de 2008

SALVE SALVE VILA MADUREIRA!

Foi uma tarde chuvosa porém muito gratificante pois começamos, neste sábado dia 18/10, mais um Projeto de Desenvolvimento das Cidades do Paraná, em Ponta Grossa, na Vila Madureira.

O Seminário de Visão de Futuro (terceiro passo de uma série de oito passos metodológicos) foi prestigiado por, pelo menos, 20 pessoas da comunidade, do comércio local, da pastoral das crianças, das igrejas católicas e evangélicas, além de integrantes da Associação de Moradores.

A Visão de Futuro foi compartilhada por todos e restou a certeza de que os moradores da Vila Madureira sabem bem o que querem e estão bastante motivados para participar dos outros encontros.

O próximo encontro ficou agendado para dia 01/11 (sábado) para listarmos os ativos e mapearmos as necessidades locais.

Os encontros são realizados no salão da Igreja São Jorge, às 14h00 e todos os moradores da Vila Madureira estão convidados a participar desta oportunidade de reescrever os próximos dez anos do bairro.
* Gilséia Baraniuk

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

MÁ CONDUTA


A Câmara analisa o Projeto de Lei 3930/08, do deputado Roberto Magalhães (DEM-PE), que responsabiliza civilmente os partidos e seus dirigentes, de forma solidária, pelos danos causados ao Erário por políticos eleitos que, no momento do registro da candidatura, respondam processo por crime hediondo ou crime doloso contra a vida, ou que já tenham sido condenados por improbidade administrativa

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

OBSERVATÓRIO SOCIAL


O Observatório Social de Maringá, formado por voluntários e que atua no controle dos gastos públicos, foi o vencedor da categoria Tecnologia Social na etapa regional do Prêmio Finep de Inovação 2008. O anúncio foi feito na quarta-feira (8), em Curitiba, e habilitou o projeto a disputar a premiação nacional, cujo resultado sairá em dezembro.

Desde que foi criado, o Observatório Social foca suas ações principalmente nas licitações do município de Maringá. Com isso contribuiu para reduzir gastos públicos em muitos milhões de reais. Este resultado tem atraído o interesse de diversas outras localidades. Já são 10 cidades no Paraná que iniciaram seu observatório social, a partir da experiência de Maringá e com base no seu padrão de procedimentos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O QUE É A REDE DE PARTICIPAÇÃO POLÍTICA DO EMPRESARIADO?

A Rede de Participação Política do Empresariado foi lançada oficialmente dia 26 de abril de 2006, durante o Congresso Paranaense da Indústria, realizado em Curitiba, como principal instrumento da Ação Política Empresarial. É um movimento baseado na defesa intransigente da democracia e das instituições republicanas, de caráter propositivo e apartidário, visando aglutinar forças da sociedade em torno da construção de um projeto de aprimoramento da maneira de fazer política no Brasil.
Por meio da Rede, a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), deflagrou ações políticas junto aos empresários, as quais encamparam diversos outros segmentos da sociedade, que se juntaram à iniciativa e ampliaram a voz do movimento.
Isso por causa de uma questão básica: o Brasil precisa voltar a crescer. Mas o desenvolvimento econômico e social só vai ocorrer quando houver instituições políticas sérias, modernas e ágeis.
Não é mais possível conceber a atuação política - que é a base de sustentação de qualquer projeto de desenvolvimento - sem princípios e valores como a ética, a responsabilidade, o espírito público e o respeito pelo bem comum.
Vivemos um momento histórico, que exige dos empresários - assim como de toda a sociedade - um salto qualitativo em termos de participação. Estamos sendo chamados a assumir plenamente a condição de cidadãos, o que significa atuar também como agente político.

Participe da Rede. Acesse www.redeempresarial.org.br e cadastre-se